top of page
Buscar

Fracionamento de remessas no correio internacional: por que a Receita Federal reenquadra e exige importação formal. Entenda como a tentativa de reduzir impostos pode gerar retenção.

  • Foto do escritor: Rimera Multimodal Comércio Exterior
    Rimera Multimodal Comércio Exterior
  • 11 de fev.
  • 4 min de leitura

Atualizado: 24 de abr.




Entenda como a tentativa de reduzir impostos pode gerar retenção, multa e até perdimento da carga

Introdução: a falsa sensação de “dar um jeitinho” na importação através do remessas no correio internacional


“Se eu dividir a mercadoria em vários envios pequenos, eu pago menos imposto.”

Essa é uma das ideias mais comuns entre empresas iniciantes e até MEIs que estão tentando começar a importar.

O raciocínio parece lógico:

  • Enviar como pessoa física

  • Declarar como amostra

  • Usar correio internacional

  • Evitar a tributação cheia

Mas na prática, essa estratégia costuma gerar exatamente o efeito contrário:


👉 retenção da carga👉 exigência de despacho formal👉 cobrança de impostos retroativos👉 e, em alguns casos, até perdimento

E é aqui que muitos projetos de importação quebram antes mesmo de começar.


O problema real por trás do fracionamento de remessas


O fracionamento de remessas consiste em dividir uma importação maior em vários envios menores, geralmente via courier ou correio internacional, com o objetivo de:

  • reduzir a base tributária

  • evitar fiscalização

  • escapar da caracterização como importação comercial

O problema é que essa prática é facilmente identificável pela Receita Federal.

Por quê?


Porque o sistema aduaneiro brasileiro trabalha com análise de risco baseada em:

  • frequência de envios

  • repetição de remetente/destinatário

  • similaridade de mercadorias

  • valores declarados inconsistentes

  • padrão logístico

Ou seja: não é a remessa isolada que importa — é o histórico.


Como a Receita Federal realmente analisa essas operações


A fiscalização não olha apenas para um pacote.

Ela analisa o comportamento.

Alguns critérios objetivos que acionam alerta:

  • múltiplas remessas em curto período

  • mesmo fornecedor enviando para o mesmo CPF/CNPJ

  • mercadorias idênticas ou complementares

  • valor incompatível com finalidade declarada

  • volume incompatível com uso pessoal

Quando isso acontece, a Receita pode:


👉 descaracterizar a remessa como uso pessoal ou amostra👉 reenquadrar como importação comercial👉 exigir registro formal (DI ou DUIMP)


Quando a situação vira importação formal (ponto de virada)


O ponto de virada acontece quando a autoridade fiscal entende que há:

1. Habitualidade

Importações recorrentes, mesmo que pequenas

2. Finalidade comercial

Indícios de revenda, uso empresarial ou estoque

3. Volume incompatível

Quantidade que não condiz com uso pessoal

A partir daí, a carga deixa de ser tratada como courier simplificado e passa a exigir:

  • habilitação no RADAR

  • classificação fiscal (NCM)

  • recolhimento completo de tributos

  • despacho aduaneiro formal


Quais são os riscos reais dessa prática


Aqui entra o ponto mais importante — e onde muitos importadores são surpreendidos.

⚠️ Retenção da carga

A mercadoria fica parada aguardando regularização


⚠️ Exigência de despacho formal

Mesmo tendo vindo por correio, será necessário contratar despachante


⚠️ Multas

Por erro de enquadramento ou declaração inadequada


⚠️ Tributação integral (sem simplificação)

Sai do modelo simplificado de 60% e entra no regime completo


⚠️ Impossibilidade de revenda

Sem nota fiscal de entrada, você não pode vender legalmente


⚠️ Perdimento da mercadoria

Em casos mais graves, a carga pode ser confiscada

Esse é o tipo de risco que destrói a margem antes mesmo da primeira venda.


Exemplo prático realista


Um MEI decide importar acessórios eletrônicos.

Ele faz:

  • 5 envios de USD 800

  • todos do mesmo fornecedor

  • via correio internacional

  • declarados como “samples”


No papel, parece seguro.

Na prática, a Receita identifica:

  • padrão de envio

  • repetição de produto

  • volume acumulado relevante

Resultado:

👉 carga retida👉 exigência de despacho formal👉 cobrança de tributos completos👉 atraso de semanas👉 custo adicional de armazenagem

O que era uma “economia” vira prejuízo.


Comparação: estratégia errada vs estrutura correta


❌ Fracionamento irregular

  • tentativa de reduzir imposto

  • alto risco de retenção

  • sem previsibilidade

  • sem base fiscal

✅ Importação estruturada

  • planejamento prévio

  • simulação de custos

  • tributação correta

  • liberação mais rápida

  • possibilidade de revenda legal


Como fazer da forma correta (visão profissional)


Uma importação segura começa antes do embarque.


1. Classificação fiscal (NCM)

Define:

  • impostos

  • exigências regulatórias

  • tratamento administrativo


2. Simulação de custos

Inclui:

  • II, IPI, PIS, COFINS, ICMS

  • frete internacional

  • taxas logísticas

  • transporte nacional


3. Definição do modal correto

  • courier formal (para cargas pequenas)

  • aéreo (acima de ~60 kg)

  • marítimo (LCL ou FCL)


4. Habilitação no RADAR

Mesmo MEI pode importar com RADAR Expresso


5. Despacho aduaneiro

Registro formal e liberação com base legal


Onde a Rimera entra nesse processo


A maioria dos iniciantes erra porque começa pelo fornecedor — e não pelo planejamento.

A Rimera atua exatamente nesse ponto crítico:

  • análise da operação antes do embarque

  • simulação completa de custos

  • definição do melhor modelo logístico

  • orientação sobre NCM e exigências

  • acompanhamento do despacho aduaneiro

Nosso objetivo não é só liberar a carga.

É garantir que o projeto seja viável e sustentável.



Conclusão: o barato sai caro quando não há estrutura

Fracionar remessas pode parecer uma estratégia inteligente no início.

Mas, na prática, é uma das principais causas de:

  • retenção de carga

  • prejuízo financeiro

  • bloqueio de operações futuras

A importação começa no planejamento — nunca no embarque.


Próximo passo técnico


Se você está avaliando importar — ou já tentou trazer mercadoria dessa forma e teve problema — o ideal é validar o projeto antes de continuar.

👉 Acesse um guia completo para entender os primeiros passos de forma segura:https://www.rimera.com.br/1-como-comecar-a-importar

👉 Confira também um checklist prático antes de fechar com fornecedor:https://www.rimera.com.br/post/checklist-antes-de-importar

👉 Entenda como funciona a importação via correio internacional de forma correta:https://www.rimera.com.br/post/importacao-via-correio-internacional

👉 Veja como funciona a habilitação no RADAR:https://www.rimera.com.br/2-documentacao-e-radar

👉 Entenda os impostos envolvidos na importação:https://www.rimera.com.br/3-impostos-e-ncm

👉 Saiba como funciona o despacho aduaneiro:https://www.rimera.com.br/4-despacho-aduaneiro

👉 Explore os riscos e regulamentações:https://www.rimera.com.br/6-riscos-e-regulamentacoes

Se fizer sentido, você pode solicitar um simulado técnico completo da sua importação, com todos os custos envolvidos antes de tomar qualquer decisão.


Fontes



#ImportaçãoSegura#DespachoAduaneiro#ComercioExteriorBrasil#ImportacaoFormal#LogisticaInternacional


RIMERA MULTIMODAL COMÉRCIO EXTERIOR

+55 11 5510 0908

+55 11 96659 3018 WhatsApp

Av. Paulista 807, conj, 2315. São Paulo

SP - CEP 01311-100, Brazil.



 
 
 

Comentários


bottom of page