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Encomendas internacionais na importação: quando o courier reduz custos — e quando ele se torna um risco operacional. Entenda o limite técnico das cargas via DHL, UPS e FedEx e evite erros .

  • Foto do escritor: Rimera Multimodal Comércio Exterior
    Rimera Multimodal Comércio Exterior
  • 7 de jul. de 2025
  • 4 min de leitura

Atualizado: 7 de abr.



Entenda o limite técnico das cargas via DHL, UPS e FedEx e evite erros que podem travar sua importação


Introdução: o erro mais comum de quem está começando


“Se for pouca coisa, eu mando pelo DHL que sai mais barato e mais rápido.”

Esse é um dos pensamentos mais comuns de quem está iniciando no comércio exterior — e, na prática, ele não está totalmente errado.

O problema é que essa lógica, quando aplicada sem critério técnico, pode transformar uma importação simples em um processo travado, com risco de multa, retenção e até impossibilidade de revenda.

As encomendas internacionais realmente são uma excelente porta de entrada para quem está começando — mas somente quando utilizadas dentro do limite correto.


O problema real por trás das encomendas internacionais

O courier internacional (DHL, FedEx, UPS) é especializado em cargas pequenas, normalmente até 50 kg, com alto giro e processos padronizados.

Isso gera:

  • Maior agilidade no transporte

  • Custos logísticos mais competitivos para pequenos volumes

  • Menor complexidade operacional

Porém, o erro está em acreditar que:

👉 “Se é pequeno, então é simples”

Na prática, o risco não está no transporte — está no desembaraço aduaneiro e na conformidade fiscal.


Como o processo realmente funciona na Receita Federal

Toda encomenda internacional passa por análise aduaneira, mesmo quando enviada via courier ou Correios.

De acordo com o manual oficial da Receita Federal :

  • A carga é submetida à verificação de valor aduaneiro

  • A classificação fiscal (NCM) pode ser revisada

  • Pode haver exigência de anuência (ANVISA, INMETRO, ANATEL, etc.)

  • A finalidade da mercadoria é analisada (uso próprio vs comercial)

Ou seja:

👉 O canal logístico é simplificado👉 O controle aduaneiro NÃO é


Quando a encomenda vira importação formal

Existe um ponto crítico que muitos iniciantes não percebem.

Mesmo enviada por courier, a operação passa a ser considerada importação formal quando:

  • Há finalidade comercial (revenda)

  • Existe habitualidade

  • O volume ou valor não condiz com uso pessoal

  • Há necessidade de emissão de nota fiscal

Nesse momento:

👉 É obrigatório ter CNPJ com RADAR👉 É necessário despacho aduaneiro formal👉 A carga pode ser retida para regularização


Quais são os riscos reais (e aqui entra o alerta estratégico)

Quando a operação não está estruturada corretamente, os riscos são reais:

  • Retenção da carga para exigência documental

  • Multas por erro de classificação fiscal (NCM)

  • Tributação incorreta (maior ou menor que o devido)

  • Perdimento da mercadoria em casos mais graves

  • Impossibilidade de revenda, por falta de nota fiscal de entrada

Esse é o ponto mais crítico:

👉 Muitos importadores conseguem receber a carga👉 Mas não conseguem vender legalmente depois


Exemplo prático: onde o problema começa

Um cliente decide importar acessórios eletrônicos de baixo valor.

  • Peso: 18 kg

  • Envio via DHL

  • Declaração como “sample”

  • Sem análise prévia de NCM


O que acontece:

  1. A Receita identifica finalidade comercial

  2. Reclassifica a mercadoria

  3. Aplica tributação completa

  4. Solicita documentação complementar

  5. A carga fica parada

Resultado:

👉 A economia no frete foi perdida em custos e atraso


Comparação: encomenda internacional vs importação estruturada


❌ Modelo errado (improvisado)

  • Sem classificação NCM validada

  • Sem análise de tributos

  • Sem verificação de anuências

  • Declaração genérica

  • Sem planejamento fiscal

Resultado: risco alto + custo imprevisível


✅ Modelo correto (estruturado)

  • Classificação fiscal validada

  • Simulação completa de custos

  • Definição correta do canal logístico

  • Documentação alinhada com a Receita

  • Despacho aduaneiro acompanhado

Resultado: previsibilidade + segurança + margem protegida


Como fazer da forma correta (passo a passo técnico)

Para utilizar encomendas internacionais com segurança, o processo precisa ser estruturado antes do embarque:


1. Classificação fiscal (NCM)

Define:

  • Impostos aplicáveis

  • Necessidade de licenças

  • Tratamento administrativo


2. Simulação de custos

Inclui:

  • Imposto de Importação

  • IPI

  • PIS/COFINS

  • ICMS

  • Taxas logísticas

  • Honorários


3. Definição do canal logístico

  • Courier (até ~50 kg) → mais competitivo

  • Aéreo tradicional → maior controle operacional

  • Marítimo → escala e diluição de custo


4. Verificação de exigências legais

  • ANVISA

  • INMETRO

  • ANATEL

  • MAPA


5. Despacho aduaneiro estruturado

Mesmo no courier, é possível (e recomendável) ter acompanhamento técnico.


Onde a Rimera entra nesse processo

Para quem está começando, o maior erro não é importar — é importar sem visibilidade dos custos e riscos.

A Rimera atua justamente antes da operação acontecer:

  • Fazemos o simulado completo de importação

  • Validamos a classificação fiscal (NCM)

  • Identificamos exigências legais

  • Definimos o melhor modelo logístico

  • Acompanhamos o desembaraço aduaneiro

Tudo isso com foco em uma coisa:

👉 Garantir que sua importação seja viável antes de você investir


O courier é uma ferramenta — não uma solução completa

Encomendas internacionais são, sim, uma excelente estratégia para quem está começando.

Mas apenas quando utilizadas com critério técnico.

O que define o sucesso da operação não é o tamanho da carga — é o nível de planejamento.



Se você está avaliando importar pela primeira vez ou quer entender se o courier realmente faz sentido para o seu produto:

👉 Faça uma análise completa antes de importar:https://www.rimera.com.br/1-como-come%C3%A7ar-a-importar

👉 Ou fale diretamente com nossa equipe para um simulado técnico detalhado:https://www.rimera.com.br/servi%C3%A7os-despachante-aduaneiro-frete-internacional


Fonte

Receita Federal do Brasil — Manual de Encomendas Internacionaishttps://www.gov.br/receitafederal/manual-de-encomendas-internacionais





 
 
 

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